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07/09/2017

Como será o céu?

Ninguém esteve lá. Nenhum de nós foi testemunha de sua criação. Mas há um que de lá desceu e que nos descreveu maravilhosamente, enfatizando a sua realidade. Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu. (Jo 3:13)

Jesus, que desceu do céu e para lá subiu, afirmou: Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. (Jo 14:2)

Há uma série de profecias que haverão de cumprir-se. Alguns crêem na literalidade delas; outros, em seu cumprimento figurativo. Este crente que hoje prega crê que o Céu será o último estágio de nossa história, eterno e maravilhoso.

DA MORTE À RESSURREIÇÃO, UM ESTADO CONSCIENTE

Há grupos cristãos que advogam pelo sono da alma enquanto aguarda o dia da ressurreição dos mortos. Mas esta opinião choca-se frontalmente com algumas questões.

1) Jesus Cristo marcou com o ladrão arrependido, pendente à cruz, um encontro no PARAÍSO naquele mesmo dia. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso. (Lc 23:43)

2) O Apóstolo Paulo fala da morte como "estar imediatamente com Cristo" e isto não se harmoniza com o sono da alma. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. (Fp 1:23)

3) João, o Apóstolo, ao receber a revelação do Apocalipse, fala, sobre o quintoo selo, das almas que se encontravam debaixo do altar, almas, vidas humanas, mártires, conscientes no além, antes da ressurreição: E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. (Ap 6:9)

UM PARAÍSO ENTRE A MORTE E A RESSURREIÇÃO

O texto citado fala do Paraíso. Esta palavra significa jardim murado, lugar de delícias, local aprazível. Originalmente no Éden, chamado de Jardim de Deus. Ausência de pragas, de morte, de dor, de qualquer coisa ruim. Para os crentes, o lugar maravilhoso ao lado de Jesus, para onde o ladrão convertido foi, ao deixar esta vida. Foi para lá que Estêvão foi, quando disse: E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. (At 7:59)

Foi lá que o rico viu Lázaro, o pobre enfermo que mendigava à porta de sua casa, comendo as migalhas de sua mesa. O rico, em tormentos, contemplava Lázaro no Paraíso, chamado de "seio de Abraão", isto é, o lugar onde se encontrava Abraão.

A RESSURREIÇÃO TRARÁ OS QUE MORRERAM EM CRISTO

Conquanto o Paraíso seja maravilhoso e um estado de consciência inigualavelmente prazeiroso, não significa a totalidade da Obra de Deus pelo homem. Cristo de forma trina, corpo, alma e espírito, o homem ainda tem o seu corpo mergulhado no pó da Terra, morto e devorado por vermes. A ressurreição é a proclamação da vitória do Senhor da vida e o resgate desta parte inseparável do ser humano: Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? (1Co 15:55); Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; (Jo 11:25); Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder. (1Co 6:14)

DESFRUTAREMOS DE UM MILÊNIO GLORIOSO

Há os que não crêem neste período de tempo especial sobre a Terra. São os amilenistas, maioria no meio dos seminários, e os pós-milenistas, quase desaparecidos. Todos os demais, pre-milenistas, com pequenas variações, crêem num tempo maravilhoso sobre a Terra, onde Natureza e Reino de Deus conviverão de forma gloriosa. Será um tempo onde Deus cumprirá a promessa feita a Davi, de que reinaria por mil anos. Um reino terreno, com animais e seres humanos em convívio. O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor (Is 65:25)

E em Jerusalém se estabelecerá o arraial dos santos, a capital do império. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou. (Ap 20:9)

A TERRA SERÁ DESTRUÍDA E UMA NOVA TERRA SURGIRÁ

O milênio será interrompido pela libertação de Satanás após o período. Este reunirá as nações contra o arraial dos santos, Gogue e Magogue. E, quando atacar o reino do Senhor, será subitamente destruído pelo Senhor que, junto com o Diabo, destruirá todo o planeta Terra. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. (2Pe 3:10)

Há os que crêem que a Terra não será destruída, mas renovada, assim como não foi destruída no dilúvio, mas repovoada. Esta interpretação esbarra na questão de que os elementos em chamas se desfarão e que tudo o que há atualmente "não mais existirá".

VIRÁ DOS CÉUS A NOVA JERUSALÉM

Sem entrar em detalhes, a Bíblia nos diz que haverá continuidade da santa felicidade, com a descida da cidade celestial, a Nova Jerusalém. JERUSALÉM significa CIDADE DE PAZ. Sua dimensão:  2.200 km de altura, de cumprimento, de largura. Seus materiais são ouro, pedras preciosas, pérolas e muita luminosidade própria, vinda do próprio Deus. Será a capital do Céu na eternidade. E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais. (Ap 21:16)

Certa feita ouvi um querido pastor falar sobre o céu. Para ele tudo seria etéreo, espiritual, sem forma e nem aparência, apenas uma presença. Talvez uma espécie de espírito boiando numa escuridão sem fim. Pensei: "Eu jamais pensei que o céu fosse assim!". Então optei por crer no relato bíblico, não nas opiniões filosóficas das idéias humanas. Optei pela seguinte conclusão: DEUS NÃO TROCA O BOM PELO PIOR, SÓ PELO MELHOR. Se esta Terra, com todas as suas imperfeições e condenações já possui belezas incalculáveis, se Deus a tudo criou com cores, variações, beleza, tamanho, dimensões diferentes e absoluta variedade, e se Deus disse que tudo isto era MUITO BOM, então o que virá na Nova Jerusalém e na eternidade SÓ PODERÁ SER MELHOR AINDA! Trocar as belezas terreais criadas por Deus por uma mera fumacinha invisível não é troca que se aceite. E nem a Bíblia ensina assim!

Lá haverá rio: E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. (Ap 22:1)

Lá haverá árvore, praça e frutas: No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações. (Ap 22:2)

Lá haverá cavalo: E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. (Ap 19:11)

Lá haverá contagem de tempo: veja novamente Apocalipse 22.2

Lá os corpos serão reais, terão roupas, não serão imaginários ou etéreos: Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; (Ap 7:9)

Lá a consciência terrena será restrita, isto é, nos recordaremos das coisas que convém, tanto a nível de conhecimento quanto de importância (não nos lembraremos dos queridos que partiram sem o Senhor, nem das tristezas pelas quais passamos). E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. (Ap 21:4)

Nós nos conheceremos no céu

Abraão continuou Abraão no céu, e foi conhecido pelo rico, que também reconheceu a Lázaro: E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. (Lc 16:24)

Moisés e Elias foram reconhecidos pelos apóstolos; o primeiro já havia falecido, mas manteve as suas características: E eis que estavam falando com ele dois homens, que eram Moisés e Elias, (Lc 9:30)

Veremos os nossos queridos novamente (os que na glória estiverem): Porém, agora que está morta, porque jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim. (2Sm 12:23)

CONCLUSÃO

O céu é uma santa esperança e também uma santa certeza. Temos esperança de estar lá porque em Cristo temos certeza da vida eterna.

Lá chegaremos não por méritos próprios, mas pelos méritos de Jesus Cristo, que morreu na cruz para pagar pelos nossos pecados todos.

Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus. (Lc 10:20)

O céu é a concretização e a resposta do Senhor à Sua oração tão preciosa, feita em favor de todos os que crêem, tanto os de Sua época quanto os que vieram a crer nele depois, e ainda dos que crerão no futuro:

Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo. (Jo 17:24)

E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. (Jo 14:3)

Pr. Wagner Antonio de Araújo

30/06/2017

Abrindo os Salmos

Salmo 45.1
Com o coração vibrando de boas palavras recito os meus versos em honra ao rei; seja a minha língua como a pena de um hábil escritor.
As boas palavras dos Salmos
É provável que os Salmos sejam o livro mais amado da Bíblia. Por gerações, eles têm sido um dos grandes tesouros do povo de Deus. Charles H. Spurgeon intitulou o seu comentário nos Salmos de “Os tesouros de Davi”. Realmente um ótimo título, pois as palavras desse livro, nas palavras de Davi, “são mais desejáveis do que o ouro, do que muito ouro puro” (Sl 19.10).
A maioria dos Salmos foi composta para a adoração de Israel no templo de Jerusalém. Sabemos que foi assim por causa de 50 deles que são dedicados ao diretor de música, diversos outros foram compostos para partes específicas do culto de adoração no templo e 24 mais estão conectados com os músicos do templo, tais como os filhos de Corá. Os Salmos, portanto, refletem a oração e a adoração do Israel de Deus.
No Novo Testamento, nós descobrimos que o livro dos Salmos é o mais citado pelos apóstolos. Por exemplo, nos Evangelhos nós encontramos Jesus cantando o Salmo 118, no final de sua última Ceia com os apóstolos (Mt 26.30), antes de partir para o Monte das Oliveiras e ter que enfrentar o seu calvário.
Em sua última semana na terra, o Senhor usou os Salmos 8.2; 118.22-23 e 110.1 para silenciar os sacerdotes e os escribas do templo (Mt 21.16, 42; 22.44).
A Igreja Primitiva, quando precisou decidir sobre alguém para substituir Judas Iscariotes, voltou-se para os Salmos 69.25 e 109.8 em busca de orientação (At 1.20).
Em sua pregação no dia de Pentecostes, Pedro usou os Salmos 16 e 110 para falar da ressurreição de Jesus (At 2.25-36). Quando Pedro e João foram presos, a Igreja Primitiva orou as palavras do Salmo 2.1-2 (At 4.23-31).
Sabemos também que Paulo valeu-se grandemente dos Salmos na composição de grandes doutrinas expostas em Romanos. Por exemplo, em Romanos 4.6-8 ele ensina a salvação pela fé a partir do Salmo 32.
Pedro, quando ensinou os cristãos a retribuírem o mal com o bem, baseou-se no Salmo 34 (1Pe 3.9-12).
Na história da igreja, especialmente na Reforma Protestante ocorrida no século XVI, os Salmos ocuparam papel proeminente. Sabe-se que pouco antes de Martinho Lutero pregar as suas 95 teses para a igreja, na porta da capela de Wittenberg (Alemanha), ele havia lecionado no livro dos Salmos por dois anos consecutivos. A sua visão cristocêntrica na interpretação dos Salmos contribuiu para forjar nele as grandes doutrinas da Reforma.
Para se afastar da prática da missa em latim, os reformadores introduziram na igreja o cântico congregacional baseado em grande escala nos Salmos em forma rítmica. O livro dos Salmos era tão importante para a adoração dos protestantes que o primeiro livro impresso em solo americano foi o “Bay Psalms Book” (O livro dos Salmos da Bahia) em 1644 na colônia inglesa em Massachusetts.
Nós, portanto, em matéria de fé, de espiritualidade e de história, devemos às “boas palavras” dos Salmos muito além do que conseguimos estimar. Por isso que um estudo detalhado neste livro merece cada segundo de nossa atenção.
Abrindo Os Salmos
Pois bem, preparando a mesa para nos alimentarmos dessas “boas palavras” dos salmistas inspirados por Deus, faremos bem em abrir de forma geral os Salmos, analisando três aspectos importantes do livro: [1] o livro dos Salmos contém teologia; [2] ele é um livro de poemas; [3] os Salmos precisam ser lidos como um livro que tem começo, meio e fim; introdução, desenvolvimento e conclusão.
Os Salmos contêm teologia
Não precisamos dizer que tomamos os Salmos como um livro divino, inspirado por Deus. Agora, o que geralmente nós ignoramos é que os Salmos são uma fonte riquíssima de teologia e de doutrina. Já no primeiro dos Salmos nós encontramos uma declaração fundamental. Introduzindo o livro como um todo, o salmista diz assim:
Sl 1.1-2 | Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! 2 Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite.
O substantivo “lei” é a tradução da palavra hebraica “torá”, que significa “instrução”, “instrução que vem de Deus”. O ponto é que Israel deveria ler, receber e meditar nos Salmos com a mesma reverência que eles davam à lei de Deus, ao Pentateuco.
Estudar os Salmos requer de nós a mesma diligência que qualquer outro livro da Bíblia. Isto é: devemos ler buscando compreender o seu sentido original, extraindo as doutrinas e os princípios para nós hoje e colocando-os em prática.
Os Salmos contêm teologia.
Os Salmos colecionam poemas
Cada Salmo é um poema. A poesia hebraica, porém, não é composta de rima, ritmo e métrica, como é o caso da maioria das poesias do mundo ocidental.
A poesia hebraica é escrita em paralelismo. A pegada, portanto, não está na rima, mas na forma diferente de se dizer a mesma coisa na linha seguinte. Graças a Deus que é assim, pois se tal poesia estivesse calcada na rima nós perderíamos o seu valor nas traduções do original hebraico. A genialidade da poesia hebraica está justamente no paralelismo de ideias, fazendo com que a poesia permaneça poesia em cada língua para a qual ela é traduzida.
Observe o exemplo no Salmo 1 que já citamos. Veja o verso 2…
Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor,
nessa lei medita dia e noite.
Deus abençoa duplamente o homem que se dedica à lei do Senhor. Ele “satisfaz” o seu coração e “informa” a sua cabeça. Aliás, o salmista menciona primeiramente o coração para dizer que o que faz alguém “meditar” dia e noite na lei do Senhor é a “satisfação” que ele sente nessa lei.
Primeiramente nós amamos a lei do Senhor para só então nós conseguirmos nela meditar. Enquanto poesia, os Salmos foram designados por Deus para agarrar nosso coração e, consequentemente, engajar a nossa mente.
Os salmos agarram o nosso coração de diversas maneiras.
Em primeiro lugar, os Salmos foram escritos para serem cantados. “Salmos” vem do grego, cuja tradução vem do hebraico “mizmor”. Ambas as palavras significam música acompanhada por instrumento musical, particularmente a harpa.
Em segundo lugar, os Salmos agarram o coração através das figuras de linguagem. Os autores são poetas. Eles são artesãos de palavras. Como tais, eles pintam imagens que nos atraem com imensa beleza. Por exemplo…
O Salmo não diz que “o povo está triste”. Ele diz assim: “Tu o alimentaste com pão de lágrimas e o fizeste beber copos de lágrimas” (Sl 80.5).
O Salmo não diz que “os fiéis estão alegres. Ele diz assim: “escolheu-te dentre os teus companheiros ungindo-te com óleo de alegria” (Sl 45.7).
O Salmo não diz simplesmente “protege-me”. Ele diz assim: “Protege-me como à menina dos teus olhos; esconde-me à sombra das tuas asas” (Sl 17.8).
Quando lemos os Salmos, nós precisamos usar a imaginação.
Precisamos visualizar e sentir o que nós estamos lendo, pois em suas poesias, os homens que escreveram os Salmos derramaram uma enxurrada de emoções. Por exemplo…
Solidão | Volta-te para mim e tem compaixão, porque estou sozinho e aflito.” (Sl 25.16)
Amor | Eu te amo, ó Senhor, força minha.” (Sl 18.1)
Tristeza | Gasta-se a minha vida na tristeza, e os meus anos, em gemidos; debilita-se a minha força, por causa da minha iniquidade, e os meus ossos se consomem.” (Sl 31.10)
Desencorajamento | Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.” (Sl 42.5)
Vergonha | A minha ignomínia está sempre diante de mim; cobre-se de vergonha o meu rosto,” (Sl 44.15)
Exultação | Na tua força, Senhor, o rei se alegra! E como exulta com a tua salvação!” (Sl 21.1)
Temor | Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos nele com tremor.” (Sl 2.11)
Paz | Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro.” (Sl 4.8)
Gratidão | Dar-te-ei graças na grande congregação, louvar-te-ei no meio da multidão poderosa.” (Sl 35.18)
Confiança | Ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração; e, se estourar contra mim a guerra, ainda assim terei confiança. (Sl 27.3)
Falando sobre a maneira como esta coleção de 150 poemas disseca o nosso interior, João Calvino declarou:
Fui acostumado a chamar este livro, e penso que não inadequadamente, de “uma anatomia de todas as partes da alma”, pois não há qualquer emoção, da qual qualquer um pode estar consciente, que não esteja aqui representada como num espelho. Ou melhor, o Espírito Santo tem aqui atraído para a vida todos os sofrimentos, tristezas, medos, dúvidas, esperanças, preocupações, perplexidades, enfim, todas as emoções dispersas e existentes, pelas quais a mente dos homens esta acostumada a ser agitada.
Martinho Lutero, também nessa linha de pensamento, narrando como os Salmos são capazes de revelar o céu ou o inferno do coração dos servos de Deus, escreveu:
Ali podes contemplar o coração de todos os santos, como belo e delicioso jardim, ou antes como o céu, e ver como nele brotam delicadas, encantadoras e deliciosas flores de toda sorte de belos e felizes pensamentos sobre Deus e sua bondade. Onde encontrarás palavras mais profundas, mais sofridas, mais cheias de tristeza que as lamentações dos salmos? Aqui mais uma vez penetras no coração de todos os santos como na morte, ou antes como no inferno, e vês como tudo é tenebroso e escuro diante da visão da ira de Deus. Também quando falam de temor ou de esperança usam tais palavras como nenhum pintor que representa o temor e a esperança foi, é ou será capaz de fazer. E o melhor de tudo é que falam tais palavras sobre Deus e com Deus…
Os Salmos contêm teologia e os Salmos contêm poemas… Mas, há mais…
Os Salmos compõem um livro
Os Salmos compõem um livro, um livro formado por cinco pequenos livros, escrito por diversos autores: Davi, Salomão, Moisés, filhos de Corá, Asafe, etc.
Livro 1 (Salmos 1-41); livro 2 (Salmos 42-72); livro 3 (Salmos 73-89); livro 4 (Salmos 90-106); livro 5 (Salmos 107-150).
O livro composto pelos Salmos, assim como todos os demais do Antigo e do Novo Testamentos, aponta para Cristo, O próprio Senhor Jesus disse assim:
Lc 22.44 | E disse-lhes: “Foi isso que eu lhes falei enquanto ainda estava com vocês: Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”.
Os Salmos precisam ser lidos pela ótica cristã.
Que história os Salmos contam?
Trata-se da história do povo de Deus durante os reinados de Davi e Salomão, continuando durante o tempo de exílio na Babilônia, terminando com o retorno do povo para Israel.
Os livros 1 e 2 (Sl 1 a 72) contam do período de Davi e seu reino.
Os Livros 3 e 4 (Sl 73 a 106) narram o sofrimento pelo cativeiro babilônico.
O livro 5 (Sl 107 a 150) relata o período e as alegrias do pós-exílio na Babilônia. Isto é…
1. O povo vivia a alegria da presença do rei.
Livro 1 – Sl 41.11-12
11 Sei que me queres bem, pois o meu inimigo não triunfa sobre mim. 12 Por causa da minha integridade me susténs e me pões na tua presença para sempre. 13 Louvado seja o Senhor, o Deus de Israel, de eternidade a eternidade! Amém e amém!
Livro 2 – Sl 72.17-20
17 Permaneça para sempre o seu nome e dure a sua fama enquanto o sol brilhar. Sejam abençoadas todas as nações por meio dele, e que elas o chamem bendito. 18 Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel, o único que realiza feitos maravilhosos. 19 Bendito seja o seu glorioso nome para sempre; encha se toda a terra da sua glória. Amém e amém. 20 Encerram-se aqui as orações de Davi, filho de Jessé
2. O povo pecou e sofreu as consequências.
Livro 3 – Sl 89.38-39
38 Mas tu o rejeitaste, recusaste-o e te enfureceste com o teu ungido. 39 Revogaste a aliança com o teu servo e desonraste a sua coroa, lançando-a ao chão.
Livro 4 – Sl 106.47
Salva-nos, Senhor, nosso Deus! Ajunta-nos dentre as nações, para que demos graças ao teu santo nome e façamos do teu louvor a nossa glória.
3. O povo celebra a libertação.
Livro 5 – Sl 107.1-3
1 Dêem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre. 2 Assim o digam os que o Senhor resgatou, os que livrou das mãos do adversário, 3 e reuniu de outras terras, do oriente e do ocidente, do norte e do sul.
Fim! Sl 150.6
Tudo o que tem vida louve o Senhor! Aleluia.
Os Salmos, portanto…
Contêm teologia
Colecionam poemas
Compõem um livro
Os Salmos formam um livro que provê para o povo de Deus liturgia, hinos e músicas de louvor, orações, poesias, musicais, tratamentos pastorais e uma teologia das emoções. Mas, acima de tudo, como bem expressou Walter Brueggemann:
Em tempo e fora de tempo, geração após geração, homens e mulheres fiéis se voltam para os Salmos como o melhor recurso para se conversar com Deus sobre as coisas que mais importam. Os Salmos são úteis pois eles formam uma literatura genuinamente dialógica que expressa os dois lados da conversa da fé [o lado de Deus e o lado do homem na comunhão].
Os Salmos, portanto, são importantes para nós, pois com eles aprendemos a cantar, adorar, agir, viver, orar e também ouvir a Deus, seja na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza. Faremos, pois, sempre muito bem se lermos, compreendermos, meditarmos, cantarmos e orarmos os Salmos tendo Jesus e a história da redenção em vistas.
Salmo 45.1
Com o coração vibrando de boas palavras recito os meus versos em honra ao rei; seja a minha língua como a pena de um hábil escritor.
Deus nos abençoe com graça e paz.

18/06/2017

Canção para Alma

Mateus 26.30
Depois de terem cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
Salmos para o sofrimento
O que você faria hoje se soubesse que amanhã passaria pelo pior sofrimento de sua vida? Qual seria a sua atitude se você tivesse a certeza absoluta de que amanhã começaria os piores dias de sua existência?
Houve um dia, na vida de Jesus, quando, olhando adiante, ele só conseguia ver coisas absurdas e angustiantes. Seu dia seguinte seria o dia do Getsêmani; o dia da depressão, da agonia; o dia da escuridão da alma; o dia do choro, do gemido, da solidão profunda. Pior ainda, seu dia seguinte seria o primeiro dos últimos dias de sua vida; dias de seu pior sofrimento.
Jesus perderia a solidariedade dos amigos (todos dormiriam e não orariam com ele); sentiria sua alma fraquejar (ele pediria que se possível Deus afastasse dele o cálice do sofrimento); sofreria a traição de Judas (seria trocado por 30 moedas); seria condenado pela sua tradição religiosa (eles o acusariam de herético); Pedro o negaria diante dos homens; padeceria vítima de sarcasmo, de ironia, de violência, de crucificação, de dor e de morte.
O que você faria hoje se soubesse que amanhã passaria pelo pior sofrimento de sua vida? O que Jesus fez no sofrimento? Vimos em Mateus 26.30 que ele cantou um hino.
Depois de terem cantado um hino, saíram para o monte das Oliveira.
Mas, que hino?
Os estudiosos da tradição bíblica nos informam que a comunhão da Páscoa sempre terminava com o cântico dos “Salmos de Hallel”, que eram compostos pelos Salmos 113 a 118.
Antes da refeição da Páscoa eles cantavam os dois primeiros Salmos (Sl 113 e 114). Após a ceia eles entoavam os quatro últimos (Sl 115 a 118).
A palavra “hallel” (vem de “aleluia” – “louvai ao Senhor”) é de origem aramaica. Significa: “cântico de louvor e exaltação a Deus”. São músicas que celebram os acontecimentos da vida, demonstrando a alegria de se ter o Senhor como Deus. Podemos dizer, portanto, que Jesus, na hora do sofrimento, cantou “salmos para o sofrimento”.
Para se ter uma ideia do que Jesus cantou na véspera do seu calvário, leia comigo os Salmos 115, 116, 117 e 118. Tenha em mente os sofrimentos que ele experimentaria a partir do dia seguinte até a hora de sua morte. Aprenderemos sobre o tipo de conteúdo que nós precisaremos na hora do sofrimento.
Salmo 115
1 Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e por tua fidelidade! 2Por que perguntam as nações: “Onde está o Deus deles?” 3 O nosso Deus está nos céus, e pode fazer tudo o que lhe agrada. 4 Os ídolos deles, de prata e ouro, são feitos por mãos humanas. 5 Têm boca, mas não podem falar, olhos, mas não podem ver; 6 têm ouvidos, mas não podem ouvir, nariz, mas não podem sentir cheiro; 7 têm mãos, mas nada podem apalpar, pés, mas não podem andar; e não emitem som algum com a garganta. 8 Tornem-se como eles aqueles que os fazem e todos os que neles confiam. 9 Confie no Senhor, ó Israel! Ele é o seu socorro e o seu escudo. 10 Confiem no Senhor, sacerdotes! Ele é o seu socorro e o seu escudo. 11 Vocês que temem o Senhor, confiem no Senhor! Ele é o seu socorro e o seu escudo. 12 O Senhor lembra-se de nós e nos abençoará; abençoará os israelitas, abençoará os sacerdotes, 13 abençoará os que temem o Senhor, do menor ao maior. 14 Que o Senhor os multiplique, vocês e os seus filhos. 15 Sejam vocês abençoados pelo Senhor, que fez os céus e a terra. 16 Os mais altos céus pertencem ao Senhor, mas a terra ele a confiou ao homem. 17 Os mortos não louvam o Senhor, tampouco nenhum dos que descem ao silêncio. 18 Mas nós bendiremos o Senhor, desde agora e para sempre! Aleluia!
Salmo 116
1 Eu amo o Senhor, porque ele me ouviu quando lhe fiz a minha súplica. 2 Ele inclinou os seus ouvidos para mim; eu o invocarei toda a minha vida. 3 As cordas da morte me envolveram, as angústias do Sheol vieram sobre mim; aflição e tristeza me dominaram. 4 Então clamei pelo nome do Senhor: Livra-me, Senhor! 5 O Senhor é misericordioso e justo; o nosso Deus é compassivo. 6 O Senhor protege os simples; quando eu já estava sem forças, ele me salvou. 7 Retorne ao seu descanso, ó minha alma, porque o Senhor tem sido bom para você! 8 Pois tu me livraste da morte, e livraste os meus olhos das lágrimas e os meus pés, de tropeçar, 9 para que eu pudesse andar diante do Senhor na terra dos viventes. 10 Eu cri, ainda que tenha dito: Estou muito aflito. 11 Em pânico eu disse: Ninguém merece confiança. 12 Como posso retribuir ao Senhor toda a sua bondade para comigo? 13 Erguerei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. 14 Cumprirei para com o Senhor os meus votos, na presença de todo o seu povo. 15 O Senhor vê com pesar a morte de seus fiéis. 16 Senhor, sou teu servo, Sim, sou teu servo, filho da tua serva; livraste-me das minhas correntes. 17 Oferecerei a ti um sacrifício de gratidão e invocarei o nome do Senhor. 18 Cumprirei para com o Senhor os meus votos, na presença de todo o seu povo, 19 nos pátios da casa do Senhor, no seu interior, ó Jerusalém! Aleluia!
Salmo 117
1 Louvem o Senhor, todas as nações; exaltem-no, todos os povos! 2 Porque imenso é o seu amor leal por nós, e a fidelidade do Senhor dura para sempre. Aleluia!
Salmo 118
1 Deem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre. 2 Que Israel diga: “O seu amor dura para sempre!” 3 Os sacerdotes digam: “O seu amor dura para sempre!” 4 Os que temem o Senhor digam: “O seu amor dura para sempre!” 5 Na minha angústia clamei ao Senhor; e o Senhor me respondeu, dando-me ampla liberdade. 6 O Senhor está comigo, não temerei. O que me podem fazer os homens? 7 O Senhor está comigo; ele é o meu ajudador. Verei a derrota dos meus inimigos. 8 É melhor buscar refúgio no Senhor do que confiar nos homens. 9 É melhor buscar refúgio no Senhor do que confiar em príncipes. 10Todas as nações me cercaram, mas em nome do Senhor eu as derrotei. 11 Cercaram-me por todos os lados, mas em nome do Senhor eu as derrotei. 12 Cercaram-me como um enxame de abelhas, mas logo se extinguiram como espinheiros em chamas. Em nome do Senhor eu as derrotei! 13 Empurraram-me para forçar a minha queda, mas o Senhor me ajudou. 14 O Senhor é a minha força e o meu cântico; ele é a minha salvação. 15 Alegres brados de vitória ressoam nas tendas dos justos: “A mão direita do Senhor age com poder! 16 A mão direita do Senhor é exaltada! A mão direita do Senhor age com poder!” 17 Não morrerei; mas vivo ficarei para anunciar os feitos do Senhor. 18 O Senhor me castigou com severidade, mas não me entregou à morte. 19 Abram as portas da justiça para mim, pois quero entrar para dar graças ao Senhor. 20 Esta é a porta do Senhor, pela qual entram os justos. 21 Dou-te graças, porque me respondeste e foste a minha salvação. 22 A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular. 23 Isso vem do Senhor, e é algo maravilhoso para nós. 24 Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia. 25 Salva-nos, Senhor! Nós imploramos. Faze-nos prosperar, Senhor! Nós suplicamos. 26 Bendito é o que vem em nome do Senhor. Da casa do Senhor nós os abençoamos. 27 O Senhor é Deus, e ele fez resplandecer sobre nós a sua luz. Juntem-se ao cortejo festivo, levando ramos até as pontas do altar. 28 Tu és o meu Deus; graças te darei! Ó meu Deus, eu te exaltarei! 29 Deem graças ao Senhor, porque ele é bom; o seu amor dura para sempre.
Canção para a alma
O exemplo de Jesus nos ensina que, na hora do sofrimento, nada melhor do que uma cancão, uma cancão inspirada por Deus, para nos fortalecer, para nos aliviar, para nos encorajar com fé e esperança, e nos encher de amor para prosseguir.
Vocês já observaram como os apaixonados que sofrem por amor costumam cantar? Já viram como a música nos alivia na hora da dor? Charles R. Swindoll foi feliz ao dizer que “a combinação certa de palavras, melodia e ritmo raramente falha em agir como mágica [para a alma]”. É verdade!
Todos sabem disso. Até os descrentes sabem disso.
Frank Sinatra e Willie Nelson, por exemplo, regravaram uma canção muito antiga nos EUA. Ela foi composta em 1929 e é muito querida por aqueles que nasceram até meados do século passado. O nome da música é: “Without a song” (“Sem uma canção”).
A letra da canção, em tradução livre, diz assim:
Sem uma canção o dia jamais terminaria;
Sem uma canção a estrada jamais dobraria;
Quando as coisas dão errado, um amigo o homem jamais teria, sem uma canção.
Eu tenho as minhas dificuldades e aflições;
Mas tão certo quanto sei que o Jordão correrá;
Eu serei vitorioso desde que uma canção minh’ alma não deixe de cantar.
Quando a alma da gente se agarra a uma canção ela se farta de fé, de esperança e de amor. Uma alma com uma canção forte prevalecerá.
Nós precisamos dos Salmos! A nossa alma precisa dos Salmos!
Os Salmos são cancão para a alma.
Pressões que não passam
Todo ser humano, enquanto peregrinar por esta vida, jamais se verá livre das implacáveis pressões do dia-a-dia. Da dona de casa ao presidente da empresa. Do pastor ao profissional liberal. Do estudante ao gari.
A dona de casa, além de ter que manter a casa em ordem, completando uma lista interminável de atividades domésticas, precisa atender prazos, tomar decisões e, principalmente, competir com forças de vontade dos filhos.
Quem trabalha fora experimenta uma opressão de um tipo diferente: pessoas, pessoas, pessoas… pessoas insatisfeitas que preferem gritar, agredir e processar do que sorrir, dialogar e resolver os problemas. Na mesma proporção que as demandas aumentam, provocando esgotamentos, a energia diminui.
Motoristas de caminhão, ônibus e táxi, por exemplo, têm uma rotina totalmente diferente, mas igualmente exaustiva: a opressão do rosnado do trânsito, calor, imprudência, violência e quilômetros monótonos.
Até o atleta se sente oprimido pela repetição interminável com a qual ele tem que conviver. São horas intermináveis de treino, dietas, solidão, tédio, exaustão. Todo dia é a mesma coisa!
Quem negaria os rigorosos requisitos das atividades acadêmicas? Alunos e professores igualmente convivem com a opressão incessante e cíclica de preparação, de tarefas diárias, de aulas, de projetos, de provas, etc.
Sobre o dia-a-dia opressivo de todos nós, Charles R. Swindoll comentou o seguinte:
O fato é que a opressão não irá embora! O vendedor tem que conviver com uma cota. O artista deve ensaiar ou praticar constantemente. O médico e o terapeuta não podem escapar de uma alma deprimida atrás da outra, que entra e sai de seu consultório. O motorista (e o piloto) precisa permanecer amarrado ao cinto de segurança por horas. O pastor nunca está livre das demandas do pastorado nem da preparação de sermões. O radialista e o jornalista não podem tirar os olhos do relógio. Os dias não terminam… as estradas não se suavizam… Socorro!
 Como sobreviver a tanta opressão? Precisamos de uma canção. Sem uma canção o dia jamais terminaria e a estrada jamais dobraria. Sem uma canção nós ficaríamos sozinhos. Precisamos de uma canção.
Precisamos do livro dos Salmos.
Plagiando a canção que Frank Sinatra e Willie Nelson costumavam cantar: “Nós seremos vitoriosos desde que um Salmo nossa alma jamais deixe de cantar.” Com essa verdade em mente é que nós nos propomos a começar os estudos nos Salmos. Uma jornada que tomará de nós meses de dedicação.
Aplicações
Na semana que vem, Deus permitindo, nós faremos uma introdução geral aos Salmos, antes de mergulharmos neles, um por um. Por ora, baseados na experiência de Jesus com os Salmos, permitam-me fazer três aplicações para concluirmos.
Instrução | Não separe a sua vida das experiências dos salmistas. Identifique e examine os seus problemas à luz dos relatos dos Salmos (e do resto das Escrituras). Jesus sempre fez assim.
Internalização | Leia, memorize, medite e ore os Salmos. Além de nos encorajar, os Salmos falam a Deus por nós. São experiências que explicam as nossas, e também palavras que podemos tornar nossas.
Inspiração | Busque fortalecer a sua alma com as palavras dos Salmos. Faça desse propósito a sua batalha de fé. Transmita isso às próximas gerações em diários com Deus.
Mateus 26.30
Depois de terem cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
Que o Senhor nos abençoe com “Canção para a alma”.

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