“Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim,
há muitos membros, mas um só corpo. O olho não pode dizer à mão: ‘Não preciso
de você!’ Nem a cabeça pode dizer aos pés: ‘Não preciso de vocês!’” (1
Coríntios 12.19-21)
É preciso que sejamos corpo. É necessário que sejamos
membros uns dos outros. É necessário que aprendamos a reconhecer o valor e o
lugar uns dos outros na igreja. É necessário que aprendamos a ocupar o nosso
lugar na igreja, para servir. É necessário que sejamos influenciados por Deus
para que sejamos uma benção para nós e para a igreja. E tudo isso é desafiador
para nós. Não se trata do quanto somos competentes, mas do quanto já nos
convertemos a Cristo. Do quanto Ele já é, de fato, Senhor e Mestre, Salvador e
Messias para nós. Do quanto já entendemos que nosso problema não é o outro, mas
nós mesmos. Nosso problema é o modo como lidamos uns com os outros e com os
problemas. E há apenas uma pessoa que podemos melhorar para que tudo melhore:
nós mesmos!
A igreja, fruto do Evangelho de Jesus e que se inspira na
graça para existir como Corpo de Cristo, é a comunidade mais diversa que existe
entre as comunidades humanas. Pelo menos é essa a sua vocação. Os critérios
para se fazer parte dela são arrependimento, fé e o amor. Outros que possam
haver foram criados por nós e pelos que nos antecederam. Não por Cristo, o
Senhor da igreja. O arrependimento é de foro muito pessoal. Cada um de nós
precisa e deve se arrepender e isso envolve mudanças, reorientação da vida. Não
se trata de culpa. Não se trata de nos enquadrarmos na perspectiva uns dos
outros, mas de nos submetermos a Cristo. Os arrependidos não veem outro caminho
senão o da fé para seguirem em frente. Fé na graça e amor que nos são ofertados
por Cristo. O arrependido sabe que não tem credenciais. Conta com a
misericórdia e se encanta com a graça. E nesse abraço do favor divino aprender
a amar e ser amado.
Por isso a culpa não é a marca do arrependimento, mas a
mudança. O perdão nos encoraja e nos faz gratos. Diante dele não há outra
escolha senão amar. Ser membro do Corpo de Cristo é ser chamados a nos
relacionar melhor com Deus e com as pessoas. Em lugar de nos tirar do mundo, da
vida, das complicações, somos encorajados a seguir de onde paramos, mas vendo e
agindo de novas formas, inspirados por Cristo. Aceitando, perdoando a amando
como fomos aceitos, perdoados e amados. Tudo isso só está em nós se há
humildade em nós. E se há, entendemos o quanto os diferentes são importantes.
Compreendemos que precisamos uns dos outros: ninguém é dispensável. No Reino de
Deus não chegaremos a ser quem Deus deseja sem contar com a vida e a companhia
uns dos outros. Somos todos necessários uns aos outros. Não se negue ao corpo e
nem exclua ninguém. No Reino de Deus não sou, somos!


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